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Denominação histórica Matias de Albuquerque

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"Matias de Albuquerque" é a denominação histórica do Comando da 7ª Região Militar e 7ª Divisão de Exército. Mas, quem foi Matias de Albuquerque Coelho? Nasceu em Olinda, em 1595, e faleceu em Lisboa, em 1647. Era filho do olindense Jorge de Albuquerque Coelho e neto de Duarte Coelho Pereira, terceiro e primeiro donatários da Capitania de Pernambuco, e bisneto do navegador Gonçalo Pires Coelho, comandante da 1ª expedição exploradora ao Brasil. Adolescente, Matias sentou praça no Exército Português, no "Regimento Geral das Ordenanças" e, muito jovem, recebeu o hábito da Ordem de Cristo. Foi designado para a histórica praça-forte de Ceuta, na África. Próximo a essa cidadela, no litoral norte africano, teve seu batismo de fogo e, por três anos, participou de várias expedições.

 

Atuou em Tânger, no Marrocos, em missão de patrulhar o Mediterrâneo. Quando surgiu a notícia de que a Companhia das Índias Ocidentais planejava invadir o Brasil foi, então, designado para planejar e executar a defesa da capitania de Pernambuco, como capitão-mor e lugar-tenente do donatário. Em 1624, foi eleito governador de Pernambuco.

 

Durante a invasão, foi o chefe onipresente que a tudo provia, o grande herói da resistência. Combateu os invasores e construiu o Arraial do Bom Jesus, em 1630, que por cinco anos, resistiu e incomodou os invasores e de onde eram lançadas as companhias de emboscadas, que levaram os holandeses a incendiar e a abandonar Olinda, por não poderem sustentá-la.

 

A D. Marcos Teixeira foi conferido o mérito de organizar as primeiras companhias de emboscada. Porém, os aperfeiçoamentos feitos por Matias de Albuquerque transformaram-nas na espinha dorsal da defesa contra os invasores batavos.

 

O escopo das emboscadas era levar ao inimigo a inquietação e a morte, quebrando assim sua vontade de lutar ou de atuar fora dos muros da capital. Nascia assim a versão luso-brasileira da Guerra Brasílica, forma genuinamente nacional de combate e primeiro emprego efetivo da atual Estratégia da Lassidão.

Organizou o 1º corpo de soldados, dos terços dos "henriques", assim denominados em homenagem ao seu chefe, Henrique Dias e dos terços dos índios de Felipe Camarão. Sua retirada para Alagoas, com aqueles que não quiseram viver sob o domínio holandês, marcou sua última vitória com o justiçamento do traidor Calabar. Seguiu para o Reino onde o esperavam o dissabor e a prisão. No Velho Mundo, Matias foi responsabilizado pela perda de Pernambuco. Processado e preso, não teve, entretanto, sentença final. Com a restauração da monarquia portuguesa, em 1640, foi posto em liberdade, colocando sua espada experiente a serviço de D. João IV. Foi designado para instruir e disciplinar as guarnições de Alentejo, melhorando as fortificações, melhorando as fortificações de Elvas, Olivença e Campo Maior.

 

Foi preso injustamente, outra vez, pela suspeita de participar da conspiração em que se envolveram seus parentes, o Marquês de Vila Real e o Duque de Caminha. Provada a sua inocência foi novamente nomeado Governador das Armas de Alentejo e demonstrou toda sua bravura e valor na Batalha de Montijo, quando sua iniciativa e ação de comando o consagraram como um grande general dos tempos modernos. Como reconhecimento pela vitória alcançada, D. João IV proclamou-o Conde de Alegrete.

 

Foi herói do Novo e do Velho Mundos, luso-brasileiro dos mais típicos, defensor da integridade territorial da pátria de seu pai e defensor da terra em que nasceu. Seu princípio de vida era a lealdade. Assim dizia a seu rei: "Tem Vossa Majestada a seus pés o mais leal vassalo que pode desejar".
 



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